quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Conversa de Acadêmicos

(Escrito há quase um ano atrás)

Noite. Festa. Bebida. Homens. Mulheres. Olhares. Conhecidos...

Uma menina interessada em um veterano, que se encontrava um tanto quanto ébrio na ocasião, pede um favor a um desconhecido, chamado Fulano.

-Ei Fulano cutuca aquele Fulano 2 e fala para ele cutucar o Veterano ali!

O Veterano olha para a menina...

A menina faz um gesto > vem cá! <

Veterano olha e pega diretamente na mão da menina...

Conversas. Conversas. Diversas.

O Veterano:

- Me bate! Me dá um tapa!

A menina:

- Não! Você está louco?

O Veterano:

- VAI!!! Eu quero apanhar, sou seu veterano, eu que mando!

A menina:

- Me dá três motivos razoáveis.

O Veterano não deu os 3 motivos, aliás não deu nenhum, mas virou e falou:

- Eu sou seu veterano e mando em você, além disso mulher nunca tem razão!

PAAAAAFFFFF

Pedido Atendido. Tapa Dado.

O Veterano:

- Aiiiii!!! Não era para deslocar o meu maxilar!

Noite. Fim de Festa. Não me lembro o que a menina contou...não sei se eles ficaram juntos nessa noite ou não.

No outro dia, a menina:

- Me desculpa?

O Veterano:

- Vamos colocar a ordem hierárquica como excludente de culpabilidade.

A menina sorri e consente.

O Veterano:

- Mas você não poderia acatar ordens, eu estava embriagado.

A menina:

- E eu também poderia ser considerada relativamente incapaz...

E assim aconteceu...

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

É pedir muito?

Certezas - Mário Quintana

"Não quero alguém que morra de amor por mim...Só preciso de alguém que viva por mim, que queira estar junto de mim, meabraçando.Não exijo que esse alguém me ame como eu o amo,quero apenas que me ame, não me importando com que intensidade.Não tenho a pretensão de que todas as pessoas que gosto, gostem demim...Nem que eu faça a falta que elas me fazem, o importante pra mim é saberque eu, em algum momento, fui insubstituível...E que esse momento será inesquecível..Só quero que meu sentimento seja valorizado.Quero sempre poder ter um sorriso estampando em meu rosto, mesmo quandoa situação não for muito alegre...E que esse meu sorriso consiga transmitir paz para os que estiverem aomeu redor.Quero poder fechar meus olhos e imaginar alguém...epoder ter a absoluta certeza de que esse alguém também pensa em mimquando fecha os olhos, que faço falta quando não estou por perto.Queria ter a certeza de que apesar de minhas renúncias e loucuras,alguém me valoriza pelo que sou, não pelo que tenho...Que me veja como um ser humano completo, que abusa demais dos bonssentimentos que a vida lhe proporciona, que dê valor ao que realmenteimporta, que é meu sentimento...e não brinque com ele.E que esse alguém me peça para que eu nunca mude, para que eu nuncacresça, para que eu seja sempre eu mesmo.Não quero brigar com o mundo, mas se um dia isso acontecer, quero terforças suficientes para mostrar a ele que o amor existe...Que ele é superior ao ódio e ao rancor, e que não existe vitória semhumildade e paz.Quero poder acreditar que mesmo se hoje eu fracassar, amanhã será outrodia, e se eu não desistir dos meus sonhos e propósitos,talvez obterei êxito e serei plenamente feliz.Que eu nunca deixe minha esperança ser abalada por palavraspessimistas...Que a esperança nunca me pareça um "não" que a gente teima em maquiá-lode verde e entendê-lo como "sim".Quero poder ter a liberdade de dizer o que sinto a uma pessoa, de poderdizer a alguém o quanto ele é especial e importante pra mim, sem ter deme preocupar com terceiros... Sem correr o risco de ferir uma ou maispessoas com esse sentimento.Quero, um dia, poder dizer às pessoas que nada foi em vão...Que o amor existe, que vale a pena se doar às amizades a às pessoas, quea vida é bela sim, e que eu sempre dei o melhor de mim...e que valeu apena!!!"

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Quando você se sente só

Há apenas um remédio para as horas em que você se sente só. O tempo. Nosso velho amigo que se passa por inimigo, pois o repudiamos mais do que qualquer outra coisa. Com o tempo, seja um dia, seja um mês você aprende a olhar para dentro de si e redescobrir quem você, de fato, é. Aquela pessoa que com a correria do dia a dia, na convivência com as mesmas pessoas, família, amigos e namorado, acabou não tendo tempo de ser ela mesma, acabou esquecendo de viver.
Não é por mal, pessoas como eu, querem sempre o bem estar daquelas outras que estão por perto e acabam se tornando egoístas ao pensar que só elas podem proporcionar isso. E quando essas pessoas te deixam, "não ligam" para a sua preocupação, você se sente só.
Mas é exatamente neste ponto que você acorda e vê que está servindo à pessoa errada, à pessoa que não precisa de tanto cuidados. E você acorda e dói. Dói porque olhando o mundo a sua volta você vê quantas pessoas distantes precisam do seu carinho, do seu consolo, simplesmente da sua presença, enquanto outros a desperdiçam. Você vê que serviu demasiadamente aos próximos e não são estes que precisam. São os que estão distantes, aqueles que você desconhece, aqueles que você não sabe o nome, aqueles que estão morrendo, aqueles que não conseguem atravessar uma rua. Aí você vê que não está sozinho, que não é único. Você percebe que não é exclusividade sua sofrer, chorar e gritar de desespero. Percebe que seu sofrimento não deve ser diminuído por ser causado por algo, talvez, não tão significante no senso comum, mas se fez você sofrer...é importante sim. As dores são diferentes, mas todas merecem uma devida atenção. Assim como gosto, dor não se discute. Se conversa.
O que todos falam a respeito de se sentir sozinho..."faça algo diferente, vá a algum lugar onde nunca foi, leia um livro, veja um filme, coma algo diferente" Essas coisas até adiantam por algum tempo e nas primeiras crises, mas olhar para você mesmo, ajudar quem você não conhece, fazer novos planos, mudar o seu jeito imbecil de ser, acreditar em alguma coisa, ocupar todo o seu tempo, mesmo que com coisas "inúteis" como limpar o fio do telefone, adiantam muito mais.
Não digo que superei, ainda me sinto sozinha mesmo que eu esteja acompanhada. Talvez seja caso de procurar uns médicos, mas já me resolvi tantas vezes, que me acho forte o suficiente para fazê-lo novamente. E a melhor terapia para este problema é escrever, escrever muito. O papel aceita tudo, as pessoas não. Então escreva tudo o que você sente, ao invés de sair falando para quem não vai te ouvir ou vai ganhar dinheiro com isso.
Seja você mesmo, doa quem doer, faça o bem e espere...
Como eu sempre digo, desde que comecei a escrever... sou uma eterna insatisfeita, sempre querendo mais, se me acomodo: crise. Segundo a interpretação de Allan Kardec "a felicidade não é desse mundo". Essa é a justificativa para tanta insatisfação, essa busca incessante por algo que não existe aqui.
Boa noite.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Me dá mais 5 minutos?

Penso que as pessoas costumam escrever quando não estão bem ou quando estão ótimas. No 1o caso escrevem para os outros, esperando que alguém lhe ajude, no 2o caso escrevem para si para guardar recordações, para ter compartilhado suas alegrias com alguém que não sejam as pessoas que estão a sua volta, já cansadas de saber de seus êxitos e consquistas.
Depois de muito tempo sem escrever, sem ter registrado meus momentos bons e ruins, a boa filha ao lar retorna. Ao lar de seus infindáveis diários, sejam de papel, sejam "bloggers".
Não, não te dou MAIS cinco minutos. O primeiro pedido de 5 minutos é até compreensível, já o 2o, o 3o, não são. 5 minutos de espera significam muita coisa. Em 5 minutos eu posso mudar o mundo, ligar para um parente distante, comer morangos, cuidar da minha família, ouvir uma boa música, dizer uma palavra de carinho para quem realmente precisa, ajudar aos pobres, escovar os dentes, comer. Enfim, são infinitas as coisas que posso fazer em 5 minutos. Quem dirá em 3x5 minutos. É uma opção minha que se eu souber aproveitar, não serão 5 minutos de raiva, espera, ansiedade, tristeza e de carência. Vou esperar 5 minutos sentindo essas coisas? Não, muito obrigada, prefiro não esperar, mesmo que isso signifique outra coisa. Não vou desperdiçar a minha juventude esperando. Viver de espera? Se hoje eu preciso esperar 5 minutos, quem dirá quanto tempo eu terei que esperar daqui alguns meses?
Eu fui esperada desde antes de nascer. Por meses, anos. E agora vou desperdiçar minha vida esperando pelos outros? De forma alguma. Eu nasci para ser esperada e não ao contrário. Quero que o amor, a amizade, o carinho, a dedicação, a atenção me esperem. Esperem eu encotrá-los. Não eu ficar eternamente esperando eles aparecerem. Entedeu a diferença?
Dizem que você colhe o que plantou, não interessa se aprontou há minutos ou vidas atrás, uma hora você colhe onde você menos imagina. Talvez eu esteja colhendo, agora só me resta não semear mal como antigamente.
Tá aí... esperei 5 minutos. Escrevendo. Adiantou alguma coisa? Não obtive nenhuma resposta. Nenhuma ligação, nenhum recado, nenhuma palavra. É acho que eu sou indiferente. Invisível. Alguém que está ali para preencher um lugar vazio, que uma vez preenchido não importa mais.
É talvez eu tenha sido muito mimada. Mimada pelos amigos, namoradinhos, família, animaizinhos e até estranhos. Sempre recebi todos os elogios e toda a atenção. "Não" é uma palavra que dificilmente eu aprendi a conhecer e há pouco tempo. Desde pequenina todos gostavam muito de mim apesar de eu ser uma menina extremamente séria. Sei reconhecer minhas qualidades e tenho orgulho delas, não tenho vergonha de saber o que eu sou. Defeitos prefiro não citá-los, pois devem chocar. Devo dizer, modéstia a parte, que aquelas ultrapassam em muito estes últimos. Então, por que eu, devo esperar 5 minutos? Qual o meu problema? Não sou interessante o suficiente? Não sou importante o suficiente com relação a outra coisa q exigiu esses 5 minutos? Pois se não sou, para outras pessoas devo ser. Não espero mais nenhum 1 minuto...
Gostaria de escrever o que realmente estou pensando neste momento, mas não vale a pena, pois sei que estou exaltada, brava e chateada.
Aceita um morango?
Me dá 5 minutos que eu vou buscá-lo. Essa é a diferença dos "5 minutos" existentes.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Uma realidade cansada e sem vírgulas

cansada de migalhas

cansanda de cobranças e de prestação de contas

cansada de receber mais do que dar e dar mais do que receber

cansada de não poder ser eu mesma e de ser eu mesma sendo outra pessoa

cansada de não poder fazer o que eu quero quando eu quero

cansada de não ser entendida ou ao menos escutada

cansada de nao ser amada e de ser amada obsecadamente

cansada de ser amada a distancia e de ser amada de muito perto

cansada de ser feliz por alguns poucos momentos e falsamente triste

cansada de acordar cedo para a realidade

cansada de viver como eu vivo

cansada de viver com medo e cansada deste

cansada da minha armadura e cansada demais pela vida para ter coragem de tirá-la

simplesmente exausta dessa monotonia

cansada de todos os momentos bons e ruins que acabam sendo todos iguais

cansada das mesmas sensaçoes tao efemeras tao fracas e vazias

cansada da dita felicidade e da dita tristeza

assim vou vivendo sem nenhuma novidade sem nada nem alguem que mude esse cansaço das mesmas coisas

assim vou vivendo sem virgulas nem pontos as coisas vem e vao ao mesmo tempo se sobrepoe acontecem simultaneamente mas nem tanto

a consciencia não sei mais onde ela está ainda resta um pedaço que nao permite que eu machuque demasiadamente os outros mas a parte que era só minha sei que dorme ainda não morreu

p.s.: como sei que as vezes preocupo as pessoas com as coisas que escrevo quero deixar claro que este é apenas um reflexo de uns pensamentos perdidos na madrugada.

sábado, 6 de setembro de 2008

Perdi o sono...

Sempre encontramos coisas antigas em meio as mudanças de quarto, de casa, de cidade...dessa vez foi numa arrumação de escritório. Enquanto selecionava o que levar para o quarto e o que deixar nessa nova saleta, encontrei uns cadernos antigos, de uns bons 3 ou 4 anos atrás, com poemas, histórias, cartas não enviadas e revisões para a prova. Durante a leitura fui revivendo alguns momentos e tentando me lembrar de outros, o que confesso, não consegui fazer na íntegra. Essa foi uma das atividades do dia...dia comprido à espera de um telefonema, telefonema que não veio. E então resolvi não esperar mais e ligar, já que os dias haviam mostrado que não haveria nada de errado nessa atitude. Não houve. Apenas ouvi uma voz cansada, duvidosa, palavras desagradaveis e a descrição de um sábado comum. A partir daí perdi o sono e me senti meio "assim". "Assim" porque relendo as coisas que escrevi, percebi que há uns anos atrás eu tinha mais assuntos sobre os quais escrever, talvez não "mais assuntos", mas eu queria escrever sobre muitas coisas. Tinha uma certa criatividade e palavras bonitas, apesar das rimas baratas com gerúndios e infinitivos. Qualquer coisa virava um poeminha, talvez tonto, mas para quem gosta de mexer com as palavras, desenhos e cores, já era alguma coisa. Perdi o sono. Perdi, porque esse telefonema apagou as cores que eu juntei aos pouquinhos durante o dia, tornou tudo cinza com um ponto de interrogação no meu umbigo. Por que no umbigo? Porque é lá o nosso centro gravitacional e acho que o meu está um pouco desequilibrado. Contudo, me despertou uma vontade imensa de escrever sobre tal acontecimento. Perdi o sono. Perdi, porque várias questões começaram a saltar na frente dos meus olhos, algumas certezas e talvez uma ou outra possibilidade. O que falar sobre a ignorância? Será ela boa, ruim ou relativa dependendo do assunto ou do modo de vida que você quer levar?
Termino mais uma vez sem concluir, já que uma das minhas maiores características ao escrever é interligar os assuntos e não terminar em lugar algum...ou ainda ter umas dúvidas aqui ou ali e não querer escolher entre uma coisa e outra, e sim desejar as duas...
Boa noite? Boa noite.

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Se eu não lembro...

Eu não fiz (frase habitualmente usada por ébrios), não falei, não vi, não sei ou simplesmente sofro de repentinas perdas de memória.
Bom, todas as hipóteses condizem a minha pessoa, principalmente as últimas. Falta de assunto é a pior arma do ser humano, pois o leva a confabular no mínimo casos curiosos. Uma série de eventos sem nexo causal, podem levar um indivíduo desocupado à achar casualidades entre eles, criando a história mais tola e mirabolante possível. Ainda mais quando este é uma daquelas pessoas com síndromes pessoais e algum desvio de personalidade irreparável, em suma, de forma eufêmica, estou falando dos fofoqueiros, "fuxiqueiros"," leva e trás". Não, não que eu tenha algum caso específico para relatar, mas pelo bem maior, quem não sofre, quem não fica irritado ou quem não se prejudica com essas coisas? Você fala "x", entendem "xx" e o seu meio social ou nem o seu meio fica sabendo "xxx". Que caía uma "maldição" da verdade ou da língua presa sobre esses causadores de famas injustas. Até a imprensa entraria neste assunto, mas daí já é tema para outra conversa.
E quem vai me culpar por não lembrar de tudo o que me falaram ou de tudo o que eu falei? Em tempos de desordem, de mentira, nas atuais circunstancias mundanas, calar e esquecer, talvez seja a atitude mais sensata. Portanto, se não lembramos, não lembramos (ponto). Não precisamos nos justificar, é fato (acabou). Talvez se contratarem um psiquiatra para uma sessão de hipnose, vocês acreditem em nós ou saibam da "verdade" e ainda quem sabe, não deixamos de ter repentinas aminésias com um tratamento?! Assim, quem sabe, talvez vocês não acreditem em nós? Porque se eu não lembro, eu não fiz!
Agradecimentos especiais as pessoas que tornaram esses fatos possíveis para a elaboração deste post.