Fora somente mais uma aventura?!

on 18 de janeiro de 2014

Fora somente mais uma aventura. Ela deveria ter seguido a intuição... aquele 6º sentido que diz “não entra nessa!” Ela gostava daquela coisa de sofrer por amor, se apaixonava facilmente supervalorizando as qualidades e fechando os olhos para os defeitos. Ela se interessou pelas diferenças entre as trajetórias de vida. Ela se interessou pela simplicidade, pelo sorriso que brincava com olhos e pelo tanto que ele “ralou” para ser alguém. Ela teve todo o amor, toda a base familiar necessária durante a infância, adolescência e até hoje; ele não. Ela tinha 24 anos e ainda não trabalhava, pois fazia mestrado; ele trabalhava desde os 16 e aos 28 já tinha saltado de faculdade em faculdade, ainda estava no 2º ano, mas, já tinha casa, terreno e casa, enquanto ela ainda dependia dos pais e preferia gastar viajando do que com carro. Ela era de humanas; ele de exatas. Ela gostava de samba, MPB e rock internacional; ele curtia sertanejo universitário. Ela achava que som alto tinha momento e lugar; ele andava com o som estalando no carro. Ela amava carnaval; ele não podia ouvir falar a respeito. Ela era uma amante de vinhos; ele não gostava. Ela não gostava de pimentão; ele temperava todas as comidas com pimentão. Ela era muito agitada, gostava de conversar e solucionar os problemas quando apareciam; ele era muito calmo e deixava as discussões para depois. Ele já era separado há anos, mas ainda não havia assinado o divórcio; ela como advogada achava isso uma abominação. Ele era muito grudento; ok, com o tempo ela aprendeu a gostar desse exagero de atenção, mas, inicialmente, achava estranho... Ela falava inglês, francês e espanhol; ele mal sabia inglês e cometia erros crassos de português. Ela viajara bastante; ele não. Ela ficava furiosa quando ele chacoalhava a garrafa de café com água quente dentro. Ela lia jornal todos os dias, discutia política, esporte, economia, música, cinema e tudo o mais; ele não . Ela tentou fazê-lo gostar de vinho, a ajuda-lo a avançar no inglês, a ler jornal e ver os problemas sempre pelo lado positivo. Ela tentou fazê-lo entender que ele era um privilegiado frente a miséria do mundo, que os problemas dele eram mínimos frente a quem passa fome, não tem casa, nem família, tampouco emprego. Ela levou um pé na bunda e sofreu. Sofreu com gosto. Chorou, pediu desculpas pelos supostos erros e pediu para voltar. Mandou mensagens ébria e música do Roberto Carlos. Chorou mais um pouco. Passou dias dormindo, sem banho e sem comer. Passou dias em claro, comendo chocolate e bebendo vinhos. Mudou-se para o sofá da sala onde passava madrugadas vendo filmes. Se apaixonou por novos tipos de queijo e cortes de peixe. Em um determinado dia, sem mais, nem menos... ela viu que não fazia mais sentido insistir, ser ignorada, acordar com os olhos inchados e ficar enrugada de chorar. Nenhuma mulher merece rugas! Bom, daí, ela fuçou no Facebook dele, mesmo depois de tê-lo excluído. Fuçou no facebook das meninas que curtiam as fotos dele e até descobriu meia dúzia de coisas... coisas que a deixaram mais triste, mas não importava mais. Um momento de insanidade pós-término. Quem nunca?! Atire a primeira pedra! Ela tinha 24 anos e muitas qualidades admiráveis, mas conhecia muito bem os seus defeitos e se lhe dessem motivo, ela iria até o fim do mundo para descobrir o que estava errado. Ela entrou na onda da “modernidade” e baixou um aplicativo de paquera para elevar a auto-estima abalada pelo término. Começou a “brincar”, em poucos dias, inconsequentemente ---excluindo pessoas e dando “likes”--- já tinha umas 70 combinações. Descobriu muita gente nova, inteligente, bonita, diferente e interessante --- o que lhe fez muito bem. Com o tempo, ela abandonou a maior parte das conversas com os estranhos, restou um ou outro, com os quais ela acha que está valendo a pena conversar, nem que seja por amizade. Se chorei ou se sorri, o importante é que emoções, eu vivi! Já dizia o Rei. Eles não tinham nada a ver um com o outro... Só em música, filme e poesia que os opostos se atraem e ficam juntos. Talvez, a única semelhança fosse o “gênio forte” que proporcionava uma eterna competição de “quem está certo e quem está errado”. É inegável que eles tinham muita pele. Ele a fazia sentir querida, amada e protegida. Ele a fazia acordar sorrindo e sempre lhe arrancava gargalhadas. Fizeram meia dúzia de planos envolvendo férias, viagens, encontros e o futuro... mas, hoje, ela vê que qualquer um poderia fazer isso por ela e com ela! Ela estava fragilizada devido há uma série de desilusões passadas e deixou-se levar por alguém que conhecera há 24 anos, mas que caíra de paraquedas no meio da vida dela. Passados mais de quinze anos, sem um saber do outro, eles haviam se reencontrado e começado uma amizade despretensiosa. Aos 24 anos, ela se apaixonara por aquele que fora um menino magrelinho que lhe mostrava peixinhos no aquário enquanto ela seguia de cara emburrada. Ela ainda está superando. As vezes, pensa se deve voltar a conversar com ele, pensa se isso vai lhe fazer bem ou mal, pensa se deve ou não cultivar uma amizade, enfim, ela pensa mil coisas...e sabe que, com o tempo, isso não vai fazer a menor diferença. Talvez, ela até esqueça dele e dessa aventura, assim como já aconteceu outras vezes. Ela não sabe dizer se ele era mal intencionado, interesseiro ou se realmente a amou. A única coisa que ela sabe é que ele era um tanto confuso, mal resolvido e precisava urgentemente de umas sessões de terapia. No que tange a ela, ao menos hoje, ela acha que não foi amor... foi uma aventura inconsequente de uma mulher-menina impulsiva que adora sofrer “por amor”. Ela escondera tudo da família que era contra o relacionamento (depois descobriu que não era TÃO contra assim, era tudo da boca para fora...). Ela se sentiu desafiada e quis mostrar a si mesma que não se importava com a opinião dos outros. Ela quis namorar escondido e se apaixonou pelo proibido, pelo jogo, pela desobediência e pela aventura. No final, acabou sendo mais uma história de uma garota de família que se apaixonou por um menino sem a mínima estrutura familiar. Uma história entre pessoas de classes sociais diferentes e isso não teria nenhum problema, se os valores e os objetivos fossem os mesmos, se houvesse equivalência e sincronia...Se houvesse respeito, compreensão e amor. Ele não sabia, mas ela queria lhe mostrar a sua realidade cheia de amor, sabedoria e família. Ele não sabia, mas ela queria lhe mostrar todos os sabores que experimentou durante as suas viagens e lhe contar histórias de todos os lugares. Ele não sabia, mas ela fazia planos de tornar a vida dele mais fácil junto com ela. Ele não sabia, mas ela queria aprender muitas coisas com ele, coisas com as quais ela não teve contato durante a sua vida. Ele não sabia, mas ela queria construir algo com ele – algo bonito, leve, que fizesse sorrir e fosse doce. Ele não quis, ele jogou tudo isso fora quando a abandonou, talvez nada disso importasse para ele. Talvez, os valores deles fossem realmente diferentes. Ela não entendeu até hoje o porquê da separação. Ela também já não queria mais entender, pois já se torturara o suficiente... A relação durou pouco e o sofrimento tinha que ser proporcional, claro, com todo o desequilíbrio de ego ferido inerente a uma mulher nascida sob o signo de Áries com ascendente em Áries. Comparado a tudo que já passou na vida, diria que ela está superando bem e, relativamente, rápido. Afinal, para que tanta dor, se, no final, havia sido somente mais uma aventura como tantas outras?!

Viajar, comer e... amar?

on 13 de janeiro de 2014

Sempre digo que os maiores prazeres terrenos são comer e viajar. Fico angustiada em imaginar o dia em que alguém me questionará: “E amar?”. Bom, não tenho uma resposta... o que eu sei é que até a pior das comidas e a pior das viagens, foi você quem escolheu e a curto prazo será algo fácil de superar, ao contrário de um coração partido ou de um amor não correspondido. Não escolhemos quem amar, simplesmente, amamos e não temos o mínimo controle sobre o que acontecerá. Saborear texturas, aromas e pratos diferentes. Conhecer lugares, pessoas e culturas diferentes. Não há nada mais rico que isso, tampouco há algo melhor para nos auxiliar a esquecer das nossas mazelas pessoais e pensar de uma forma mais global. A comida ruim, no máximo, te dará uma dor de barriga ou uma intoxicação alimentar, mas dentro de pouco tempo você já estará ok, poderá contar histórias e dar boas risadas! A pior das viagens, com certeza, não foi a “pior das viagens”, você pode ter tido todo tipo de problemas com o voo, com a hospedagem e até com a comida, mas, conheceu um lugar novo, viu coisas diferentes que, de uma forma ou de outra, impactarão a sua vida. Você não será mais o mesmo. E o amor?! Quando um coração é partido ou quando o amor não é correspondido, não há remédio a curto ou médio prazo, não há nada que nos faça esquecer ou rir a toa. Sofremos, choramos, conhecemos a dor e cada cantinho sórdido dela. Nos torturamos tentando descobrir o que deu errado, nos torturamos pensando no “E se...tivesse sido de outra forma”, nos torturamos lembrando dos bons momentos, nos torturamos lembrando de beijos, abraços e sorrisos, nos torturamos achando que vamos ficar depressivos para sempre e que nunca acharemos nada, nem ninguém melhor. Em outras palavras, passamos por uma fase de insanidade e masoquismo. É possível notar isso porque utilizamos muito as palavras SEMPRE, NUNCA, TUDO, NADA, palavras tão absolutas que não combinam com a relatividade da nossa realidade, tampouco com a sua liquidez. Amar é uma delícia e é sublime. Amar a família, os amigos, os companheiros. Contudo, as possíveis consequências trágicas que acompanham “o amar” me fez deixar esse verbo longe da minha lista de “prazeres terrenos”... faz até sentido, pois amar não é desse mundo! É algo maior. Só o tempo, a longo prazo, cura um coração ferido. Por óbvio, amores mal resolvidos nos ensinam muito e nos proporcionam um grande crescimento pessoal. Talvez, “a melhor coisa” para impulsionar a vida de alguém seja ter o seu coração partido, uma, duas, três, infinitas vezes... porque passada a fase de insanidade, vem a fase de querermos ser pessoas melhores, de tentarmos coisas novas, de vencermos mais e mais e mais...O mundo fica pequeno para a nossa vontade de viver. É como se você passasse um bom tempo caindo em um buraco, depois da queda você encontra o chão duro, como se não fosse suficiente, você acaba com as suas mãos e unhas sangrando, cavando um buraco mais fundo até cansar...mas, de repente, encontra um trampolim que te leva para a superfície muito mais rápido do que a sua descida. Depois de tanto tempo no escuro daquele buraco, tudo a sua volta parece ser mais vivo, mais colorido, mais lindo e você volta a apreciar cada detalhe da realidade como um bebe recém-nascido. Quase mudei de ideia e acrescentei “amar” na minha lista enquanto escrevia esse texto. Mas não, as delícias e sombras do amor são muito complexas. Se o “amor” figurar na minha vida, ficará depois do “comer e viajar” e não me achem fútil por isso. Muito pelo contrário, é um coração estilhaçado de tanto amar que afirma com toda a certeza que “comer e viajar” são os maiores prazeres terrenos, a prova disso, é que eles curam um coração partido, assim como proporcionam momentos inesquecíveis a quem se propõe a amar. "Calamares en su tinta" - Lula cozida na sua própria tinta - Um dos piores pratos que comi na vida, viajava por Madri/Espanha. A viagem foi demais e a experiência com essa comida rende boas histórias até hoje!

Matéria prima para escrever.

on 8 de outubro de 2013

E eu estava lá... Havia me distraído e quando percebi estava em meio a uma caverna escura, fria, com relevos rochosos pontiagudos. Não sabia da onde tinha vindo tampouco o caminho para sair dali. Tinha uma lembrança distante de um dia belo e da felicidade traduzida no canto dos passarinhos e no farfalhar das árvores. No meu âmago, sabia que sair dali seria mais fácil do que continuar explorando as trilhas estreitas que acabavam em grutas de águas cristalinas. Aos poucos a luz foi ficando escassa. Estava, enfim, sozinha, entregue ao meu próprio destino, a minha própria força, a minha própria vontade por sair dali ou a continuar a desfrutar daquela nova aventura que se apresentava. Caminhei sem destino, tomando cuidado com as rochas, tomando cuidado onde pisava, tomando cuidado para não me expor e ficar vulnerável aos animais que apareciam desavisadamente pelo caminho. Tomei todo o cuidado, precisava reservar forças, precisava conhecer os pequenos paraísos daquela caverna ao mesmo tempo em que precisava sair viva dali. Já estava cansada quando uma luz apareceu, era tão pequenina. Segui a luz, andei muito, já não tinha noção do espaço, agora, tampouco do tempo. Meus olhos, já não acostumados a claridade, doeram. Acharam estranho, quase não reconheceram o que era uma luz. Acostumaram-se aos poucos e quando perceberam, haviam se enfiado mais fundo naquela caverna e podiam admirar todo o espetáculo natural que se revelava a cada piscada. A luz iluminava todo o ambiente rochoso. Só agradecia, por não ter desistido e ter podido desfrutar daquele descanso para os olhos, daquele descanso para o meu corpo e para o meu coração, outrora tão desesperado e perdido em meio ao desconhecido. Águas azuis, águas cristalinas. Podia gritar e ouvir o eco da minha voz ao longe. E eu gritava... gritava um sentimento que não se traduz em palavras, provavelmente algo próximo a leveza da felicidade. Ouvia o barulho das águas e dos animais. Finalmente, podia me refrescar e descansar. No entanto, durou pouco. Muito pouco. O meu coração se desesperou e começou a bater aceleradamente, compassadamente, ocupava um espaço maior que o meu corpo, quando a luz, sem avisar, começou a ficar fraca. Não sabia para onde seguir, meus pés congelavam dentro das águas da caverna, uma brisa soprou forte e me fez tremer. A luz que começou como um ponto que aumentou e se fez em clareira, agora desaparecia sem dar nenhum referencial. Depois de ter visto lugares tão belos, sentido a plenitude de me desafiar e adentrar no labirinto daquela caverna, o que me proporcionou vistas e sentimentos incríveis... Após tudo isso, me sentia mais perdida e sozinha do que pela primeira vez que a luz tornou-se escassa. Estava cercada por lagoas azuis, sentia a pedra molhada sob os meus pés e estava mais fundo na caverna. Não sairia mais dali. Não tinha para quem gritar. A única resposta que obtinha era o eco da minha voz...o eco avisando que sempre estive sozinha comigo mesmo. As lágrimas e o choro secaram. O desespero ficou mudo. Não sabia para onde ir, a cada passo, me afundava nas águas. E se eu sentasse, esperasse... Esperar por o que?! Já não tinha tempo, nem espaço, nem ninguém. Eu já era uma lembrança para quem ficou fora da caverna e para os amigos dos quais me perdi no caminho. Se eu continuasse andando, morreria de cansaço, desidratada, por inanição, sofreria algum acidente em meio as rochas pontiagudas ou me afogaria. E se eu me acostumasse a viver ali dentro, no escuro, sozinha e comendo os animais que aparecessem pela frente? Bom, já era uma opção. Meus olhos já haviam se reacostumado ao escuro. Mas... e as lembranças?! Seriam meus fantasmas? Meus anjos? Seriam minha esperança de um dia, sem querer, assim como fui parar ali, conseguir encontrar uma saída? Bom, não sei. E essas escolhas caberiam somente a mim. Caberiam somente ao que restou do meu físico e do meu psicológico após essa aventura em meio a essa cadeia rochosa. Quantas não são as vezes em que me pergunto, o que poderia ter acontecido, se a curiosidade e a vontade não tivesse falado mais alto?! Se eu não tivesse me deslumbrado com a possibilidade de conhecer os fascínios das profundezas daquelas rochas?! Talvez ainda estivesse perdida, mas na beirada da gruta, provavelmente, me encontrariam, mais cedo ou mais tarde, me encontrariam. Agora que conheci tudo o que eu queria, me encontro perdida e longe da possibilidade de ser encontrada. Valeu a pena? Valerá? Talvez nem o tempo possa dizer. A história ficou, literalmente, gravada em rocha, agora era somente ela (já não eu) e as rochas.

Quando o seu maior pesadelo é sonhar...

on 17 de setembro de 2013

E mais uma vez permitiram com que eu sonhasse...e mais uma vez fui ludibriada. Mais do que isso me fizeram acreditar ser possível viver um sonho. Logo eu, tão calejada e já acostumada com pesadelos e noites mal dormidas. Pude por uma última vez encostar a cabeça no macio do travesseiro e deixar que Orfeu me levasse para longe, guiasse o meu subconsciente, o meu infinito particular... Um céu azul me protegia, um sol quente me fazia sorrir e flores embelezavam os dois lados da estrada de terra batida pela qual eu caminhava...Vislumbrei ao final uma luz que me chamava, uma luz que me aguardava de braços abertos... comecei a correr, corria loucamente, incansavelmente para abraça-la. Repentinamente, a estrada, sem avisar, sem placas ou indicações, se estendeu. Para minha surpresa, de modo surreal, duplicou de tamanho, triplicou e eu me tornei tão pequenina frente aquelas milhas. Pedras apareceram, ervas daninhas brotaram do chão e vivamente se agarraram aos meus pés, tentei escapar, tropecei, me machuquei e cai. A luz ficava cada vez mais distante, as flores murcharam, o tempo fechou. Esfolada, suja continuava a correr e a correr...de-sa-ten-ta-men-te. Tenta. Mente. Tenta ou Mente? E ouvi: tenta novamente! Almejando tão insandecidamente por aquela luz, não vi o buraco que se abriu a minha frente. E cai...cai...cai...e o buraco não tinha fundo, o chão não chegava. A queda foi longa, vi a minha vida passar, senti um misto de medo e paz. Sofri, mas no final toda a angústia havia se transformado em um grande alívio...alívio, pois não sonharia mais, tampouco teria pesadelos, meu fim chegara. NÃO! Ouvi: tenta novamente! Bati no chão duro e seco e o alívio foi embora. Encontrei-me em uma realidade marginal, podre, onde não havia espaço para sonhos, felicidade e para o amor. Encontrei-me em um mundo frio, cinzento, de pessoas más e calculistas. Voltei para o meu pesadelo, o local onde estou destinada a viver, ou melhor, a morrer, dia-a-dia. Ai de quem me permitir sonhar, ai de mim me permitir sonhar...o meu maior pesadelo é sonhar. O meu maior pesadelo foi encontrar em meio a esse mundo amargo e descrente uma ponta de esperança. Um pedacinho de sonho me acompanhou do paraíso para cá e agora me sinto responsável por cultivá-lo, não por mim, não pelos outros, mas porque algo tão belo não merece morrer. Antes de cair pelo buraco, uma florzinha branca se enroscou nos meus pés e sobreviveu a queda, sobreviveu a crueldade. Hoje ela é o meu maior pesadelo, pois me lembra todos os dias do quão gostoso é sonhar; hoje ela é o meu sonho, o sonho de um lugar melhor, mais bonito, mais leve, mais quente, mais doce, mais amável.

on 12 de setembro de 2013

Em meio a escuridão sentiu estilhaços humanos. Tomou os fragmentos com todo cuidado para não se cortar e juntou-os com todo zelo para não quebrá-los ainda mais. Sem saber, havia formado um mosaico que revelou uma constelação; que revelou um ser humano cheio de cicatrizes e belo nas suas contradições. Cada estrela desenhada naquele vitral brilhava sob a luz da esperança e refletia um colorido deslumbrante; cada estrela era uma história vivida e cada cor uma lição aprendida. Fecho os olhos e o meu infinito se apresenta em um céu iluminado, visível somente para quem já atravessou a escuridão, pois só encontra a felicidade quem já foi triste, só comemora a vitória quem já perdeu e só o tempo mostra a beleza desses opostos complementares.

É isso que te desejo

on 10 de setembro de 2013

Lá fora brilha o sol, Sol que aquece meu coração, Coração que pulsa inebriado, Embriaguez que outrora fora de tristeza, Tristeza hoje tomada por uma amizade. Então, pulsa agora inebriado de bem querer, Bem querer que arranca, despretensiosamente, um ou dois sorrisos, de repente, De repente, assim é o amor, Amor que seca lágrimas com palavras, Palavras que constroem sonhos, Sonhos com um quê de desejo, É isso que te desejo – amizade, bem querer, amor e sonhos. Lá fora brilha o sol e vou brilhar com ele, pois a tristeza de outrora não tem espaço junto ao meu bem querer.

Quando eu deixar Franca...Vou sentir falta...

on 30 de junho de 2013

De comer toda semana uns 2 bombons da DESEJO E SABOR – meus preferidos: camafeu e de morango; Do café do SEU ELI – cantineiro da UNESP; Da coxinha com suco de laranja do RAINHA – lanchonete universitária próxima a UNESP; Do capuccino gelado com chantilly do SR. CAFÉ na Praça Barão; Da ESTRELA: do café da manhã self-service, do capuccino quente com chantilly, do omelete de claras com ricota e peito de peru, do pão na chapa sem prensar e do lanche Persus, do patê de frango com cenoura e do de atum com ricota, do pão de mel, das luas-de-mel, dos mini-bolos de nozes e cenoura e da Ana-carolina de limão; Do ARROZ COM FEIJÃO e sua marmitex super generosa de 10 reais. De almoçar lá e comer risoto de limão siciliano, salmão com alcaparras ou molho de maracujá,da diversidade de saladas fresquinhas e bem preparadas, do picadinho de filé a quatro queijos; Do ESPAÇO VIDA E SAÚDE da HERBALIFE pertinho de casa; Do TEMPERO E BRASA concorrente do ARROZ COM FEIJÃO onde todos iam almoçar após uma festa de sábado e a fofoca corria solta; DO ALECRIM restaurante vegetariano super criativo e aconchegante; Do filé JK a meia-luz no BARÃO; Do BUTECO DO LÚ: das festas durante a semana, da feijoada de sábado, do rodízio de comida de buteco e das porções de cenoura; Da SAPATARIA DA PIZZA: a melhor pizza de panela, principalmente, da pizza de filé; Do PASTEL DO LÚ: o melhor pastel de carne seca com queijo de todos os tempos, do rodízio de pastel; Da FEIRA: do pastel da barraca do japonês, da água de coco, da garapa, da barraca de doces caseiros e da barraca do “Pague 10 e leve 7 sacos de legumes” Do GASPARINI e do comercial de pamergiana com batata fritas; Do BISTRO RETRO: do ambiente, das comidinhas mais gostosas e baratas da cidade; DO FISH e tudo o que tem lá que nos acompanha desde os primeiros anos da faculdade; Do POSTO GALO BRANCO que tem tudo e mais um pouco; Dos caldos (principalmente o de quatro queijos e a canja) do CITY POSTO; Do torresmo do bar CARETTA; Das festas UNESPIANAS; De estudar na biblioteca da UNESP; De ser conhecida pelo nome e bem tratada em boa parte desses lugares... Do FENG e seus temakis gigantes; De morar numa casa super fofa e bem localizada no centro de Franca, ao lado: a ) da PÃO NOSSO – padaria que tem os melhores salgadinhos de festa a um preço super justo, o pão mais fresquinho e saboroso, o pão de mel mais sublime e uma rosca de chocolate deliciosa; b) de uma loja de produtos natural - NATURAL E DIET; c) do salão de beleza onde sou cliente – EUDES BELEZA E ESTÉTICA; d) de um ponto de ônibus; e) de um XEROX barato; f) da academia que frequento há anos – ATLANTA; Conforme eu for lembrando, eu edito o documento. Não falo em amigos, porque estes estão no coração e nos acompanham em todos os lugares...

Reflexão adolescente sobre a cena da novela

on 28 de junho de 2013

Sim, de vez em quando, eu vejo novela. Hoje vi uma cena mais ou menos assim: dois amigos estavam sentados em uma mesa do bar conversando sobre paquera. Eis que entra uma ruiva bonita e um tanto sensual, um dos indivíduos lança imediatamente um olhar voluptuoso para o corpo da moça e diz ao amigo que vai “garantir” a noite. O indivíduo se aproxima da moça com um “ar maioral” e a aborda de uma forma, no mínimo, prepotente, se achando “o lindo” e antes que ela pudesse abrir a boca ele diz arrogantemente que vai “fazer um favor a ela e passar o número do telefone”. Uma cena a mais, uma a menos, uma grosseria a mais e outra a menos, ela simplesmente dá um fora no sujeito acompanhado de um banho de cerveja. Ao que o indivíduo reage gritando para todo o bar: CABELO VERMELHO DO DEMÔNIO, ENFERMEIRA DO INFERNO!!! Nisso eu lembrei que durante a adolescência/faculdade passei por algumas situações semelhantes aonde o indivíduo chegava elogiando da ponta do meu cabelo a unha do pé e até a beleza da minha alma. Ao ouvir um “não”, simplesmente dizia frases como “ah vc nem é tudo isso” ou “nem queria mesmo”. Sério mesmo que os homens pensam que vão conquistar as mulheres com frases e atitudes machistas e prepotentes?! HOMENS aprendam a abordar as mulheres e aprendam a levar “foras” com dignidade. As mulheres podem até ser maioria no mundo, mas o mundo está cada vez mais gay. Então, não pensem que tem mulher sobrando por aí... Com atitudes assim, o máximo que vocês vão conseguir são mulheres submissas, interesseiras, burras e que aceitam ser alvo de grosserias. Bom, talvez seja isso mesmo que vocês queiram né... Mas caso não seja, não tenham atitudes como as exemplificadas acima.

Um roxo na perna e um coração despedaçado

on 11 de junho de 2013

Aquelas 29 crianças não me deixaram dormir. Foi impossível deitar a cabeça no travesseiro e não ouvir a algazarra. Há quase um mês fui convidada pelo grupo de ensino, pesquisa e extensão do qual participo para dar duas oficinas sobre bullying (tema da minha iniciação científica junto a FAPESP e, consequentemente, do meu TCC) para os professores da rede pública de uma determinada escola. Deu um friozinho na barriga, mas aceitei, afinal do que adianta estudar e pesquisar e não colocar nada disso em prática?! A oficina será no 2º semestre. Eu adoro crianças, já trabalhei algumas vezes com elas e é sempre um novo aprendizado. É sempre uma experiência diferente. É sempre apaixonante e instigador. Para poder conversar “adequadamente” com os professores daqui há uns meses resolvi acompanhar a oficina sobre bullying que duas colegas ainda da graduação dariam para os alunos da 6ª série da mesma escola. O material preparado pelas meninas estava ótimo e, teoricamente, era para eu ser um sujeito passivo e observador, mas, chegou um momento que foi impossível não intervir. Deixando de lado como se desenvolveu a oficina, pois este não é o ponto deste texto... eu não consegui dormir e comecei a pensar: COMO fazer aquelas crianças se interessarem pelo tema? COMO fazer aquelas crianças se respeitarem? COMO fazer aquelas crianças ficarem em silêncio por 10 segundos e ouvirem algo? COMO fazer elas participarem? COMO fazer elas pararem de bater uns nos outros? COMO e COMO e COMO??? Estabelecer uma moeda de troca? Fazer dinâmicas em roda? Dividir em pequenos grupos com um “maior responsável”? Perguntas que, talvez, nem um pedagogo ou um professor experiente responda, porque se respondesse a educação no Brasil não estaria neste estado. É clichê falar que falta investimento na educação e, realmente falta, mas não é interesse do nosso sistema que todos recebam educação de qualidade. E, neste sentido, ouvimos professores desacreditados e cansados falando que “educação não é o caminho”. Se educação não é o caminho, qual é o caminho então? As respostas que possivelmente respondem a essa pergunta me assustam. Me senti uma tremenda irresponsável, pois para conseguir me aproximar das crianças conversei sobre a vida pessoal delas...perguntas desde “quantos anos você tem” até o “que você quer ser quando crescer”. Conversei principalmente com as meninas as quais me fizeram várias vezes a seguinte pergunta: “Quando você volta?!”; “Amanhã você estará aqui de novo?!” “Volta!!!” Ou ainda: “Tia, você gosta de dançar funk?!”; “Sabe fazer quadradinho de 8?!” Tentei estabelecer diálogo com os meninos mais arteiros e passei a compreender um pouco deles... Se você senta e conversa com eles, eles param a algazarra e conversam com você. O que falta é atenção e afeto pelo próximo. É triste, é muito triste você ver que são várias as crianças já na 6ª série que mal sabem escrever e, por isso, muitas vezes ficam intimidadas de participar de determinadas atividades. É uma realidade que poucas pessoas conhecem e com a qual eu tive contato algumas vezes, mas, vezes o suficiente para não me deixar encostar a cabeça no travesseiro e dormir. Me senti uma tremenda irresponsável, porque não sei quando voltarei lá para ver essas crianças de novo e, é claro, é cristalino, é óbvio que o que elas precisam é de atenção e alguém que “goste” delas, porque é claro que dentro de casa elas não tem e, muito menos, na escola. A maior parte das crianças é proveniente de famílias desestruturadas, pais drogados, presos, mães prostitutas etc. Ouvi histórias de arrepiar, mas que eu não quero e não posso reproduzir. Qual o ponto em você entrar na vida dessas crianças por 2 horas e “abandona-las”/nunca mais voltar/voltar depois de meses?! Desenvolver o projeto de extensão da faculdade?! Tentar mudar uma realidade de anos em 120 minutos?! Eu acho que mexer com vidas é algo bem maior e precisamos nos atentar a isso. Talvez, seja um “problema” meu que me apego facilmente, talvez não, talvez eu só esteja olhando a situação com uma sensibilidade maior, talvez eu não esteja preparada para esse tipo de trabalho voluntário... bom, não sei, fica a seu cargo leitor formar uma opinião. Ah...o ROXO NA PERNA foi porque um aluno jogou uma carteira e ela tombou bem na hora que eu estava passando na sala de aula. Eu vi que ele não percebeu, foi eu que estava desatenta com todo aquele contexto. O CORAÇÃO DESPEDAÇADO... é porque eu me senti impotente frente a “possível impossibilidade” de mudança daquelas crianças. Sim, eu estou triste e querendo abraçar cada uma delas e falar “Olha, não é bem assim, as coisas podem ser melhores, ok?” O CORAÇÃO DESPEDAÇADO... também é porque eu vi professores desacreditados. Eles são os únicos que não poderiam estar assim e eu sei que a culpa não é deles. É do nosso governo, são das famílias, é do meio social como um todo. Não consegui expressar metade do que eu queria aqui, nem metade do que aconteceu durante essas duas horas de oficina, não consegui expressar metade do que eu pensei, nem metade do que eu gostaria de escrever, porque é “simplesmente difícil” demais. É difícil tratar de algo que os livros não te ensinam, é difícil tratar de algo que foge totalmente do seu controle. Deixo este texto como um início de reflexão para todos... A única certeza que eu tenho é que NÃO PODEMOS DESISTIR DAS NOSSAS CRIANÇAS E ADOLESCENTES. NÃO PODEMOS. p.s.: Desconsiderem eventuais erros de português, estou muito cansada e escrevi tudo isso tentando esvaziar um pouco a minha cabeça para tentar dormir. Egoísta, mas, talvez, por um bom motivo.

Reflexão sobre o dia em que perceberam a beleza da lua

on 28 de março de 2013

Sabe o que eu acho trágico?! Hoje, SOMENTE hoje, boa parte das pessoas resolveram olhar para o céu, admirar a lua e expressar tal sentimento por meio de uma rede social. E por que isso?! Não sei. Peço desculpas por tamanha incompreensão. Todos são livres para sentir e expor qualquer coisa e a qualquer momento - antes expor algo belo do que feio. Mas me incomodou... e incomodou por algumas razões: Incomodou porque ao invés de ficar por um bom tempo observando a lua, a primeira coisa que fizeram foi correr para uma rede social para compartilhar tal sentimento. Não entendi. Ok. Também recorro as redes sociais para expressar algumas coisas e, talvez, eu esteja sendo contraditória com este “argumento”... mas como sou livre, posso falar desse incomodo, talvez alguém entenda. Ou não. Incomodou porque lá de Franca, interior de São Paulo, eu admiro o céu todos os dias quando volto a noite da academia, e, quase sempre ele está muito estrelado e com uma bela lua - seja ela minguante, crescente, nova ou cheia. Não só a noite, mas a primeira coisa que faço ao sair de casa é contemplar o céu, esteja ele com um sol raiando, esteja ele cinzento permitindo que gotículas de água caiam sobre a minha face. É isso, é exatamente isso, que me dá forças para iniciar o dia e me lembra que acima de qualquer coisa eu sou humana e tenho uma Vida. Vida com letra maiúscula, porque os compromissos que assumimos sejam pessoais, sejam profissionais são sim importantes, mas antes deles preciso retomar as coisas simples e senti-las, pois são elas que garantem a minha felicidade e sanidade. E o que eu faço?! Eu agradeço, não sei se a aquele que chamamos de “Deus”, mas agradeço por estar viva e poder saborear essas sensações: dos raios quentes, das gotas frias, do luar inebriante. Creio que todos nós deveríamos fazer isso frequentemente e perceberíamos que hoje não é o único dia com uma bela lua no céu que merece ser exposto nas redes sociais. Perceberíamos que são muitos desses dias que passam despercebidos devido ao cotidiano enlouquecedor. Digo mais: o céu, o sol, a lua e as estrelas são bonitos todos os dias, só cabe a nós sabermos admirar a beleza sob ângulos diferentes. Talvez assim nossa vivência ficasse mais suave, pois quem pode dizer que não é belo viver sob um céu iluminado?! p.s.: Posso estar muito enganada. Talvez as pessoas façam o mesmo que eu e hoje, randomicamente, a maioria resolveu postar ao mesmo tempo sobre a beleza da lua. Se for isso, já me adianto com um pedido de desculpas.

Somos seres humanos, somos carentes de amor

on 19 de março de 2013

Nos últimos tempos tenho testemunhado uma série de situações as quais me levaram a refletir sobre a essência humana: o amor. Não raro em nossas relações interpessoais sejam elas um namoro, uma amizade, uma relação entre pais e filhos ou entre empregador e empregado, seja uma relação forçada entre pessoas que não são afins; não raro nessas relações o que é fundamentalmente levado em consideração é aquela vestimenta social que o indivíduo coloca para sair e para entrar em casa; aquela vestimenta que representa o seu papel na sociedade: ser namorado (a), ser amigo (a), ser filho ou pai, ser um desafeto. O essencial é deixado de lado ou até mesmo esquecido - o fato que somos todos seres humanos, que somos todos iguais e carentes de amor. As vezes, é preciso olvidar-nos das nossas “funções sociais” e, simplesmente, encarar-nos como seres humanos. Seres humanos permeados por fragilidades, imperfeições e sentimentos. Precisamos lembrar que ao mesmo tempo em que estamos em um momento de crise, o nosso semelhante pode estar passando pelo mesmo infortúnio e precisando da mesma atenção que reclamamos para nós. Devemos colocar o nosso individualismo em um segundo plano e tentar ler a alma do nosso semelhante para compreendermos suas aflições e buscarmos no nosso interior uma forma de amenizar esse sentimento. Não é difícil, basta pensarmos da seguinte maneira: O que nós gostaríamos de ouvir/ o que gostaríamos que fizessem por nós caso estivéssemos passando por essa determinada situação?! Claro, não resolveremos os problemas, mas, com certeza seremos tão bem vindos como um afago nos cabelos. Por fim, analogamente aos momentos de felicidade, porque não basta compreender a tristeza, precisamos saber reconhecer o mérito de uma vitória e compartilhar dessa alegria.

A guardiã do brilho das estrelas

on 12 de março de 2013

Sem grandes explicações prevalecendo a única certeza que quando duas pessoas estão destinadas a se encontrar isso ocorrerá, de uma forma ou de outra, nesta vida ou em outra. Sem grandes lamentações por este encontro, por vezes, se dar de forma dessincronizada, como se um caminhasse para um lado e o outro para outro, se reencontrando como no símbolo do infinito quando as linhas se cruzam unicamente no centro, mas em um movimento uniforme. Sem grandes expectativas porque é certo que encontrar equivalência espiritual é como achar um tesouro perdido. Sem medo porque há quem acredite em coincidências, há quem acredite em pré-destinação e há aqueles que acreditam que caso você esteja cumprindo a sua missão, o seu livre-arbítrio, mesmo recebendo sopros de paixões e vícios terrenos, te guiará para os melhores caminhos a serem descobertos. E também há aqueles que não acreditam em “nada”, neste caso resta respeitar, mas não perder tempo e palavras tentando persuadi-los de algo. Uma menina daquelas que tem um brilho especial, mas que em certo momento passava por algumas dificuldades, recebeu estrelas de Deus para guardar em um potinho. Deus disse para que ela não deixasse as estrelas fugir, mas que ela deveria desfrutar dos raios brilhantes e permitir que aqueles que os vissem também pudessem experimentar. As estrelinhas transmitiam uma incrível energia positiva. A menina não se surpreendeu, apenas passou a ter mais fé quando um dos anjos que já havia passado pela sua vida, apareceu novamente atraído pelas faíscas brilhantes dentro de um dos vários frascos da sua casa. O anjo experimentou aquela energia e a menina pode perceber que ela foi um instrumento... aquele anjo era muito bom para ela, mas Deus não tinha como recarregar as energias do filho alado, porque ele havia deixado o céu há muito tempo, desta forma, sutilmente, ele usou a menina que estava mais próxima de sua casa. Como sempre, o anjo foi embora, desta vez renovado, porque a menina já estava bem. Estava bem por saber que cumpria a sua missão, estava bem por transmitir o seu brilho, estava bem por saber que o seu anjo continuará fortemente zelando por ela, a guardiã do brilho das estrelas.

Devaneios do "Sofrimento"

on 12 de janeiro de 2013

Em meio a uma conversa meio sem pé nem cabeça pela internet... Em meio a um ambiente totalmente perturbado por uma campainha que soava incansavelmente e por um telefone que tocava desesperadamente... Em meio a uma conversa que começou com o assunto “arte” e terminou com o assunto “relacionamentos”... Em meio a uma vida cheia de acontecimentos inacreditáveis ou quase inverossimeis... Em meio a uma conversa onde cada um usava o outro como terapeuta para falar de experiências diversas... Em meio a toda esta conjuntura a palavra "sofrimento" veio à tona. [Houaiss] SOFRER v. (mod.8) 1 Trans.int. sentir dor física ou moral; padecer. 2 Trans. Ser alvo de (acidente, golpe etc.) 3 passar por (algo ger. ruim) 4 aguentar, suportar 5 int. ter dano, prejuízo – sofredor adj.s.m.-sofrimento s.m. Paradoxalmente minha sombra, já que há anos prometi que não mais sofreria por NADA, (E aí já me questiono: será que NADA merece um sofrimento?!) e, realmente, assim ocorreu, pois a intimidade com este estado de espírito é tão grande que não mais o abomino, mas convivo na mais perfeita paz com ele. Sem adentrar em demasia em histórias e sentimentos pessoais, esta realidade me fez levantar um sem-número de questionamentos. Já me disseram que não sofro muito, pois os meus 23 anos me ensinaram a ter um grande potencial de desapego... desapego das pessoas, das coisas, das situações. Mas não é verdade, pois eu me apego e gosto, como gosto. O apego é quente, o apego é acolhedor, o apego é vida, o apego é o céu e o inferno. Consoante Vinícius de Moraes “fiel a sua lei de cada instante; desassombrado, doido e delirante; numa paixão de tudo e de si mesmo”. A questão é que quando o sofrimento assombra, tenho uma “receita de bolo” para colocar a minha sombra na linha, para fazê-la acompanhar o meu ritmo quando a mesma está apressadinha querendo me ultrapassar. Em meio a estes questionamentos da madrugada quase “surtei”, pois precisava explorar a obscuridade de tais meandros, mergulhando profundamente na minha vida regressa, de modo que pudesse compreender o presente para ter um futuro melhor. Não sabia se escrevia um ode, uma apologia, um poema, um repúdio, um desabafo e aqui estou nesta reflexão sem sentido, sem começo, nem fim e que não vai me levar a lugar nenhum. Mais um texto para eu ler daqui uns anos e dar risada, chorar ou ver que está se repetindo. Hoje eu tenho “receitas de bolo” para curar sofrimentos... assim como tenho “receitas de bolo” para outras circunstâncias (Acredito que todos temos). Mas que tipo de sofrimento é esse que é curado com “receita de bolo”?! Isso não me parece certo. Veja bem, não disse que eu não sofro. Eu sofro, mas será um sofrimento de verdade? Será um sofrimento criado de propósito? Será sofrimento ou mera paixão pelo masoquismo? E mais, todas essas perguntas geram uma outra: Podemos graduar o sofrimento?! Porque a “quantidade” de sofrimento de hoje em circunstâncias parecidas com as do passado é muito menor. Então, chego a duas conclusões óbvias - de que é possível a graduação deste estado de espírito e que com uma simples “receita de bolo” você pode acabar com ele como uma ressaca curada após uma alegre bebedeira. E tudo isso me entristece, porque tudo isso desvaloriza os verdadeiros momentos que causaram o “sofrimento”. Tudo parecia muito mais verdadeiro quando não tinha a tal “receita de bolo”. Ou ainda: nada disso é sofrimento, é tudo capricho e eu nunca sofri de verdade, por isso é tão “fácil” superar. Talvez eu não conheça o real significado desta palavra. Será?! Quem sabe?! Talvez um dia eu saberei ou não. "A poesia tem comunicação secreta com o sofrimento do homem". (Pablo Picasso)

Só a vida sabe da vida

on 8 de janeiro de 2013

Quando a impaciência começa a bater, Quando o tédio começa a aparecer, Quando o coração começa a palpitar, Quando a mão começa a coçar... Sei que a hora de escrever veio me reencontrar. Começo com um clichê: Nunca diga nunca, tampouco duvide caso não possa contra provar. Hoje acredito em Santos, Hoje acredito em Anjos, Hoje acredito em milagres, Hoje acredito que o tempo é o Senhor da razão, Hoje acredito no impossível. E prossigo... Quando você se achar extremamente - complete com o adjetivo que melhor lhe convir - ou, Quando você achar que já fez tudo - complete com o verbo que melhor lhe convir, Não se engane... Só a vida sabe da vida. E ela é tão misteriosa E ela é tão cheia de veios e entranhas, E ela é tão cheia de retornos e desvios... Que é impossível ser ou viver extremamente alguma coisa. Tente. Duvido. Só a vida sabe da vida. E hoje a única coisa que eu sei se traduz em mais um clichê: que nada sei... Porque... Só a vida sabe da vida. E essa ignorância, e esse "não saber" é tão apaixonante que me encontro obcecada por cada pequenino detalhe do cotidiano: Um copo fora lugar, um cachorro latindo, uma brisa repentina, um sentimento novo, CA-DA PA-LA-VRA. É tão único cada segundo, cada idéia, cada ação, cada objeto... Não há como a vida ser ruim ou feia. Não há. É como se fosse amor a primeira vista, tudo, todos e qualquer "coisa" com a qual me deparo. E me pergunto: Loucura?!Talvez...mas, Só a vida sabe da vida.

Eu achei que ía ser fácil. Achei que não ía me desgastar...ACHEI TUDO ERRADO! Um Natal diferente.

on 19 de dezembro de 2012

Eu achei que ía ser fácil. Achei que não ía me desgastar. Achei que seria só mais um trabalho em meio tantos outros. Achei tudo errado...Mas tudo valeu a pena. Dentre inúmeros afazeres que assumi depois que a minha turma - XXIV de Direito da UNESP - se formou e a comissão de formatura acabou, fiquei encarregada de dar um destino ao restante do dinheiro que ficou na conta corrente. Em meio a enquetes, falta de tempo, semanas e mais semanas, um sem inúmero de discussões acaloradas, pois cada um queria dar um destino ao dinheiro: churrasco, doação, sorteio... Tivemos espaço até para discussões ideológicas. A única e mais importante máxima pareceu esquecida “fazer o bem e não olhar para quem” ou ainda “daí e não olhai para quem” no fórum da turma. Enfim, a turma optou por doar o dinheiro para um projeto/ONG sem vínculo institucional com a UNESP. Dentre algumas opções sugeridas, escolhi os “Andarilhos da Luz” (o grupo já tem 10 anos de estrada), pois já tinha ouvido falar do trabalho e admiro aqueles palhaços que vão todos os domingos alegrar os pacientes em hospitais aqui de Franca. No final do ano, eles tem um projeto paralelo chamado “Operação HoHoHo” no qual eles recolhem as tão famosas cartinhas do correio e da casinha do papai Noel no centro da cidade. Importante salientar que estas cartinhas são provenientes de famílias carentes e o grupo se encarrega de visitar lar por lar para ver se a família realmente “precisa”. Depois de recolhidas as cartinhas, eles buscam atender aos pedidos que consistem no geral em brinquedos, cestas básicas, vestimentas etc. Talvez tenha sido instintivo, já que nos últimos anos descobri uma grande afinidade por trabalhar com crianças, mas acredito que foi a melhor escolha que eu poderia ter feito neste momento no nome da minha turma. Ok. Projeto Escolhido. Entrei em contato com o coordenador da “Operação HoHoHo” que me explicou como tudo funcionava. Conversamos muito e decidimos a melhor forma de eu colaborar com a operação. Ele me passou uma lista com os pedidos de todas as crianças e eu ficaria encarregada de comprar o que conseguisse e atualiza-lo do status dos pedidos. Deu um friozinho na barriga... do tipo “Meu Deus, e se a criança pedir aquele carrinho ()#*@&*#@# ou aquela Boneca XTQJOAÇLA , o que eu vou fazer?! Como vou achar isso?! Estou a pé aqui em Franca. Não tenho muito tempo...e agora?! Bom, vamos lá!!!” Ao abrir a lista de pedidos, realmente me surpreendi... Tirando meia dúzia de pedidos um pouco mais “complexos ou caros”, a grande maioria consistia em pedidos muito simples, tais como roupas, sapatos, bonecas, carrinhos, bolas de futebol, “brinquedos” (sem especificar mesmo), chocolate, panetone, caixa de lápis de cor, caderno, estojo. Na hora o meu frio na barriga passou e eu “quase que entristeci”, pois me deparei com a realidade. Sim, a realidade, aquela que muitas vezes passa bem longe da gente. Aquela realidade da maior parte da população brasileira. Não a nossa realidade privilegiada. No Natal sempre pedi um “brinquedo diferentão” ou algo “mais caro”, algo que eu não tinha durante o ano todo... E aquelas cartas revelavam a realidade brasileira: crianças precisando de coisas que eu sempre tive como “básicas” ou que eu não precisava esperar uma “data especial” para ganhar. Isso tudo me tocou muito...isso me fez lembrar de algo esquecido...isso me fez voltar a pensar como criança...isso me fez lembrar do sentimento de rasgar um embrulho de Natal e encontrar um brinquedo que tanto queria. Isso me fez lembrar que não são todos que tem “Natais” fartos e gordos, com abundância de comida, com X tipos de carnes diferentes, Y tipos de pratos, Z presentes, árvores grandes e casas enfeitadas...amigos, pessoas, sorridentes felizes comemorando como se não houvesse o amanhã...Enfim, isso me fez lembrar e me “tocar” de muitas coisas. Demorei alguns dias para sair as compras, porque o tempo em Franca não colaborou. Choveu por dias. Finalmente, consegui sair em meio a chuva mesmo na 2ª feira a tarde. Pensei que seria fácil. 530 reais e uma lista de pedidos. VAMO QUE VAMO!!! Dá para atender a muitas crianças... A lista tinha pedidos de aproximadamente 30 famílias, lembrando que cada família tem aprox. algo entre 2 e 3 filhos, as vezes mais. Não foi fácil... Meu primeiro pensamento: “Rodar” as lojas de 1,99 do centro e tentar comprar brinquedos baratos para poder comprar para muitas crianças. Ok. Nunca tinha percebido antes como tais lojas tem MUITOS brinquedos, baratos sim, mas sem muita qualidade... Fui em 3 lojas grandes. Uma coisa ou outra acabei comprando nestas lojas, porque não tinha nas “lojas de brinquedos de verdade”. Depois fui em 2 lojas grandes de brinquedo aqui no centro e não tive dúvida de que compraria todos os presentes nestas lojas. Eu simplesmente não consegui “comprar qualquer coisa, qualquer boneca, qualquer carrinho chinês” nas lojas de 1,99. Cada nome acompanhado da idade, cada pedido que eu olhava na lista, eu tinha o maior cuidado para escolher “A Boneca”, “O carrinho”, “O brinquedo” (claro, levando em consideração o pequeno orçamento que eu tinha)... mas foi tudo com muito sentimento, não consegui fazer algo automático como pensei que seria: 530 reais, X pedidos, X brinquedos. Não, não foi assim... gastei tempo para escolher cada coisa, para fazer cada boneca combinar com cada carrinho de boneca, para não dar o mesmo presente para irmãos, para dar presentes que eles pudessem “jogar” juntos, para dar algo que fizesse os olhinhos deles brilharem ao menos um pouquinho. Não tem como explicar... foi como se cada criança da lista fosse minha filha, ou meu irmãozinho mais novo ou alguém que eu gostasse muito...mesmo sem conhecer. Entre idas e vindas de lojas para casa, de casa para as lojas, afinal estava a pé e o volume das sacolas era grande, os olhos lacrimejantes, o coração saltitante, um misto de ansiedade e felicidade foram uma constante durante os dois dias de compras. No final das contas, atendemos pedidos de 18 crianças. Ainda preciso prestar contas para a turma, apresentar fotos, comprovantes etc. O meu sonho era poder participar da entrega dos presentes as famílias no dia 24... A princípio, até combinei com os Andarilhos, mesmo não sendo parte oficial do grupo. Contudo, não conseguirei participar. Tentei ser forte, tentei, mas ainda não foi dessa vez. Não foi fácil falar para mim mesma que abriria mão de passar o Natal com a família para passar sozinha dentro de um ônibus da Cometa, só chegando na minha cidade para o almoço. Além disso, recebi o convite de uma confraternização no próximo final de semana com uma das minhas melhores amigas que não vejo há ano e fico sempre enrolando. Uma pessoa que sempre me ajudou muito quando precisei. Enfim... precisei ser egoísta e olhar um pouco para as minhas necessidades, para a minha vida, para as pessoas que a compõe...afinal, sem elas, eu não teria base para fazer todo o restante. Acho que é aí que percebemos a nossa humanidade e acertamos: precisamos assumir quando não somos fortes o suficiente para determinada situação ou ainda assumir quando abraçamos mais do que poderíamos. Nos próximos dias algum dos Andarilhos vem a minha casa para recolher as doações. Já me sinto triste pelo fato de não estar aqui no dia 24, mas... é a vida. Tentamos o tempo todo conciliar: trabalho, estudos, amigos, família...tentamos o tempo todo fazer isso dar certo. Definitivamente, não é pouca coisa e não é fácil. Mas quem disse que seria, não é?! Conclusão: Não foi fácil, tirei um peso das minhas costas (agora não há mais pendências da comissão de formatura!!!!), ganhei um presente de Natal “sem querer” – tudo o que eu passei, aprendi, senti e percebi foi o maior presente que eu poderia ter ganho neste final de ano. Vocês da XXIV Turma de Direito da UNESP devem se sentir assim também, afinal, foi uma decisão e um ato da turma e cada presente está etiquetado com o nome dela. Tenham certeza qeu fizemos a diferença na vida de muitas famílias aqui em Franca...tenham certeza que os olhinhos de 18 crianças vão brilhar no Natal por causa de vocês! Por nossa causa! É isso aí XXIV!!! Boas Festas a todos! Grande abraço! Saudades.

UMA 6a FEIRA INUSITADA...LEGENDARY!

on 24 de novembro de 2012

Eis que chega a tão esperada 6ª feira: mais para uns, menos para outros... Talvez este último seja o meu caso, já que tenho aula de pós-graduação nos dias mais ingratos da semana: 6ª feira a noite e sábado de manhã. Como se a “desgraça” já não fosse pouca, a bateria do carro da minha queridíssima amiga (carlinha) que me dá carona para a faculdade arriou. Ok. Peguei um ônibus e ela chamou um mecânico que fez a famosa “chupeta” e o carro funcionou...funcionou até a faculdade, onde ele pifou novamente. HORA DE TROCAR A BATERIA. Ela ligou para a seguradora e marcou do guincho e do táxi pegar o carro e nos levar até ao centro após a aula, as 22h20. Eis que a aula acaba e NADA de guincho e táxi. Eis que faculdade fecha e NADA de guincho e táxi. Só os três – eu, minha amiga e o namorado- parados na frente da faculdade sentindo um cheiro estranho de hambúrguer que exalava de uma luz. Seria a fome? A raiva da situação?! Mil ligações. Eis que a gênia aqui tinha esquecido que havia planejado de sair com uma outra amiga...Mais mil ligações e mensagens perdidas no celular que repousava no silencioso dentro da bolsa. Ok. O táxi da seguradora chegou (23h20), mas o guincho não! Não tinha como ir embora e largar o carro lá, ainda mais naquele bairro... NENHUM UM POUCO PERIGOSO. Ok. Ligação. Mensagem. Ligação. Conversa. “Pode ir, pede para ela vir te buscar, eu fico bem aqui” disse minha amiga... e então, falei para a Tati vir me buscar. Eu já estava super acabada após uma aula imensa de direito administrativo, sem ânimo...mas isso mudou em poucos instantes. Ainda não sei o que aconteceu com o táxi, o carro e com o guincho, vou descobrir amanhã. Fui dar aquele role, de regra, de 6ª feira a noite... Franca estava um tumulto, todos os bares cheios, vários shows acontecendo. NO MÍNIMO INUSITADO. Demos uma volta de carro para checar os principais locais: Festa de Rep., BarCode, Buteco do Lu, Deck Santantonio, Tabua Mista, Pub 805 e, claro, paramos no que estava melhor: PICANHA NA TÁBUA. Música boa, comida e bebida de qualidade e muita gente...do que mais precisávamos?! NADA. Ok, achamos o lugar perfeito para esta noite! Eis que um renault aparelha ao nosso carro...e os moços começam a conversar: “Vocês vão no show?!”/Tati: “ai Jú, que situação”/ MUITA RISADA/ Moços: “Jú, juro que eu te amo, vamos no show?!”/ RISADAS. O farol abriu...UFAAAA!!!! Noite muito divertida, conversa colocada em dia, planos, viagens, festas, faculdade, fotos e por aí foi... Ok, hora de voltar para casa porque o final de semana está só começando e a próxima semana promete ser dura. CONTA FECHADA. OLHADELA FINAL. FORAS EM FOLGADOS DE PLANTÃO. BORA PARA O ESTACIONAMENTO BUSCAR O CARRO. Adoro andar com amigas de salto alto, porque nestas situações elas olham muito atentamente para o chão para não escorregarem ou tropeçarem ...”Júúúúúú, adoro essa gente! Ollha! eles perdem dinheiro!"Eis que olho para o chão e mergulhada em uma poça de água tinha uma nota de 50 reais. Abaixo disfarçadamente como quem foi arrumar a barra da calça. PAGAMOS O ESTACIONAMENTO e fomos embora... Tati conclui:"lembra que falamos de tequila?! Então, já está garantida para a próxima festa!!!" MUITAS RISADAS. INUSITADO, NÃO?! E eu te pergunto, tem forma melhor de começar um final de semana, caso você não tenha realmente planejado começá-lo de uma forma bacana?! Adorei a sua companhia parceira, conte comigo sempre. E VAMO QUE VAMO!

Mais ou menos não é comigo!

on 5 de outubro de 2012

Eu não sou o tipo de pessoa que gosta de ouvir “não gaste suas energias com isso”, “deixa pra lá”, “não ligue”, “dê mais importância a isso ou aquilo”. Se eu me propus a fazer algo ou a ser alguém, eu gastarei sim todas as minhas energias fazendo, defendendo ou sendo quem eu acredito ser. Podem falar que isso é coisa da juventude e que com a “maturidade” ou que com “os anos” passamos a levar as coisas “mais na boa”, “sem tanta preocupação”... mas eu espero mesmo que o resultado dessa “maturidade” e “esses anos” não me alcance. Eu gosto e prefiro me estressar, ficar ansiosa, perder horas de sono, atrasar alguns planos pessoais/profissionais (na visão de terceiros), do que fazer alguma coisa “mais ou menos”, “de qualquer jeito”, “sem dedicação”, “sem paixão”. Ouvi certa vez que se você escolheu fazer “todas essas coisas”, a escolha foi unicamente sua, ninguém te obrigou... portanto, aguente as consequências e se dedique 100% a cada uma delas...ou então, pule fora. E ouso dizer que isso não tem a ver com flexibilidade, pois sou uma pessoa razoavelmente flexível, resiliente e perseverante.

O meu desafio storytellers já começou e o de vocês?!

on 20 de abril de 2012

Sexta-feira, 20 de Abril de 2012 Inicialmente, observe que não é 6a feira 13! Hoje tinha tudo para ser um belo dia...sexta-feira, início de final de semana, sentimento de dever cumprido e eu iria finalmente realizar a minha inscrição no "Desafio Storytellers" da AIESEC Brasil. Bem, não foi bem assim que aconteceu... Tudo começou após o Inspire Days 2012.1 que, costumo dizer, foi um divisor de águas na minha vida. Eu estava com muitas dúvidas sobre o meu futuro profissional, já que me formei em dezembro de 2011. Contudo, participar do OC do ID me deixou extremamente motivada e com novos projetos de vida. Já na segunda-feira pós o evento saiu o Desafio e resolvi que participaria. Primeiro, precisei entrar em contato com a minha LCP aqui da @FR e com a AIESEC Brasil para descobrir se eu poderia participar, já que terminei a minha graduação em Direito e estou cursando pós-graduação. Para a minha felicidade e contentamento recebi uma resposta positiva de que era possível a minha participação. No final da tarde de 3a feira saí de casa me sentindo uma criança rumo a papelaria para compra de material escolar! A papelaria estava quase fechando, mas consegui comprar tudo o que precisava: cartolina,papel vegetal, lápis de cor, canetinhas, giz etc. Tinha passado a noite toda pensando em algo bacana para desenhar e finalmente tinha tido uma idéia legal. Não sou uma boa desenhista, porque se eu fosse, teria feito outra faculdade...contudo, criatividade não me falta e como sempre disse a minha mãe "quando você era criança você sabia jogar as cores muito bem nos seus desenhos". A minha "obra de arte" que mais parece um desenho de uma criança sonhadora foi feita nas noites de 4a e 5a feira ao som de músicas que eu curto, tv ligada, campainha e telefone tocando. Afinal de contas, todos temos muitos compromissos e os horários que sobram para "amarrar as pontas" deles nem sempre são ideais. Resultado...não consegui acordar cedo na 6a feira para a aula, resolvi que reporia a mesma a noite e utilizaria o restante do dia para colocar os compromissos em ordem e me inscrever (agora com o desenho e a legenda prontos) no Desafio StoryTellers! Eis que após o café da manhã...Ao tentar ligar o computador, o mesmo não inicializou corretamente. Ele ligava, mas antes de chegar na tela inicial, ele reiniciava sozinho!!! Dormi, me descabelei, passei vários diagnósticos no notebook (aquela coisa de gente leiga tentando arrumar o problema do computador) e não rolou. E agora José?!Não tinha jeito, meu pc precisava ir para a assistência técnica BEM NO DIA DA INSCRICAO PARA O DESAFIO!!! =( Estou em Franca, sou de São José dos Campos, e o técnico que confio para consertar é de lá. Lista telefônica..."vamo que vamo" procurar um lugar "confiável" e próximo de casa para consertar esse trem. Achei. Deixei o notebook lá...com aquela dor no coração, o técnico falou que dificilmente eu perderia o conteúdo gravado no pc. (lembrei do meu pai que sempre diz para eu salvar tudo em HD externo...só assim para levar essas dicas em consideração). Tempo para conserto: de 1 a 7 dias. Chorei, insisti, mandei mensagem para um amigo formado em engenharia da computação perguntando o que poderia ser...tentei dar uma de entendida...enfim, a loja disse que faria o possível para me entregar o notebook entre 2a e 4a feira da semana que vem! Estou rezando. Mas...CALMA GENTE!!! Isso foi só o começo!!! Eu tinha uma reunião do meu time as 14h30 com um empresário e não conseguia falar com ninguém pelo celular (já estava incomunicável via pc/internet). Não sabia se a reunião tinha sido confirmada ou cancelada e também não tinha o endereço! Tinha deixado para fazer tudo isso hoje pela manhã, pois não contava com este imprevisto. Ou seja, eu precisava comer, fazer minha inscricao, dar conta de outros compromissos e ir para a aula no final da tarde!!! O meu "desespero" em fazer a inscricao hoje é porque nao gosto de deixar nada para a última hora...imagina se isso tudo fosse amanha?!?! Felizmente, a internet do meu celular funcionou, meu celular nao é "nenhum iphone", mas a internet lerda dele funciona. Assim foi possível eu descobrir que a reunião havia sido remarcada para a semana que vem. UFA....agora iria dar tempo. Levei o meu desenho numa fotocopiadora perto de casa para eles digitalizarem, almocei e fui para uma LAN HOUSE. É fazer o que né..bem "last season" a tal da "lan house", mas é o que me resta já que moro sozinha e não queria importunar os meus amigos naquelas horas. Duas opções: computadores com entrada de USB 0,07 centavos o minuto. Computadores "normais" 2,50 a hora. Bom, precisava passar a imagem do USB para o PC, então, 0,07 centavos o minuto. VAMO QUE VAMO que to quase lá... DOCE ILUSÃO!!!! Ao conectar o pen drive no pc percebi que o moço da fotocopiadora não tinha salvo a imagem no pen drive. Ele digitalizou e nao salvou!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Ai ai...to ficando cansada. Paguei a lan house, avisei que voltaria. Passei em casa, peguei o desenho e levei novamente para fotocopiadora. Ainda bem que a reunião com a empresa tinha sido desmarcada. Aí que você percebe que existe uma "força maior". O mocinho percebeu o erro dele, digitalizou novamente e desta vez conferiu para ver se estava tudo certo. Voltei a pé para a Lan House. A vantagem é que em Franca, tudo é próximo...então, não gastei MUITO tempo nessas idas e vindas. Mas o meu psicológico e o meu físico já estavam cansados... parece que tudo conspirava contra! Cheguei na lan house me dirigi ao pc dos "0,07/minuto" e abri a página da inscrição e o site do tinypic. VOCÊS ACHAM QUE EU CONSEGUI FAZER A MINHA INSCRICAO NESTE MOMENTO?!?! . . . . . . . . . . Não, é claro que não!!!! Adivinhem?!?! Após preencher a ficha do Desafio... tchan tchan tchan tchannnnnnn...... O SITE DO TINYPIC estava em manutenção!!!!!!! UHUUUUUUUUUUUUUUUUUULLLLLLO que mais faltava acontecer?! Ainda bem que não perco o meu bom humor tão facilmente...e nestas idas e vindas pensei que poderia escrever uma "crônica" sobre tudo isso. Adoro escrever e as pessoas que leem os meus textos costumam gostar. Então cá estou. Mandei e-mail para AIESEC Brasil, postei na fan page do AIESEC Brasil....(tudo isso, claro, depois de pensar que não iria conseguir fazer a minha inscrição e que já era a oportunidade!) Felizmente, a galera da AIESEC Brasil respondeu ao meu e-mail/mensagens super rápido!!! Me mandaram um e-mail para o qual eu posso encaminhar a minha inscrição...estou acabando de escrever este texto (está caindo um temporal lá fora) e vou, finalmente, conseguir enviar a minha inscrição e primeira etapa do desafio! É isso aí galera!!! O meu desafio já começou...a experiência que tive hoje, desde que acordei as 9h da manhã até agora 16h já está contando!!! De uma forma ou de outra, aprendi muita coisa, inclusive como lidar com situações "no limite"...e VAMO QUE VAMO!!! Boa sorte a todos!!! #storytellers

"Procura-se um amor que goste de cachorros"

on 26 de março de 2012

Eis que estou em um domingo a noite no aconchego e mordomia do lar...leia-se, a casa dos meus pais.Um dia totalmente fora da minha rotina maluca: fora da "minha cidade", da minha casa, do meu "mundinho". Todos os canais da tv disponíveis, comida boa e sofá confortável...como não poderia ser diferente parei em um canal onde o filme havia começado há 10 minutos: Procura-se um amor que goste de cachorros. É mais um daqueles filmes bobos de pessoas apaixonadas ou ainda de "sessão da tarde"...como estava preocupada com o edital de um concurso e procurando destinos inusitados para viajar, deixei no canal.Não poderia ter feito escolha "mais acertada"...Eu não prestava atenção no filme até a última meia hora... QUANDO, de repente, os meus últimos dois meses de vida começaram a ser contados pelo filme! Oh que coincidência! Não sou somente eu quem vive situações assim! Constato alegremente que as peripécias da vida estão até nos filmes. Claro que não sou mais dramática como a atriz do filme, nem tenho nervos a flor da pele como os dela. Talvez, eu tenha sido assim há uns anos atrás... Enfim, não quero um desfecho "cor de rosa" como aquele, só quero algo que lembre brie com favos de mel: inusitado e doce.

0,49 no cartão de crédito?! DE JEITO NENHUM!

on 24 de março de 2012

Aquela preguiça de trocar de roupa e pegar a bolsa para ir na Padaria que fica atrás de casa...Resultado:Coloquei qualquer roupa, peguei o cartão (pensando que as 20h de um sábado em FRANCA ainda teriam muitas coisas gostosas na padaria) e fui. Não tinha mais naaada tão gostoso. É to ficando mal acostumada...não sei mais comer mal. Comprei um pão R$0,49.Como ía passar 0,49 no cartão de débito?! Vergonha de levar um "esfrega" da caixa...(isso, porque de manhã ao pegar ônibus esqueci o dinheiro trocado, minha carteirinha estava com saldo insuficiente e pedi, praticamente choooorando, para o cobrador trocar R$50...para quem não sabe, o máximo de troco em ônibus é de 10 reais e os cobradores não costumam ser legais quando vc aparece com mais dinheiro!!)Bom, resolvi comprar uma água (quem que compra garrafinha de água sábado a noite numa padaria?!?!), um nescauzinho (faço a mesma pergunta!) e uma bandeija de brioches com gota de chocolate (como estou de regime, praticamente não como mais essa delícia gorda...vou levar para casa e vão pensar que eu sou uma menina MUITO legal e lembrei de levar alguma coisa para eles...hahahaha...ironias a parte, eu sempre lembro, mas estes últimos dias não foram fáceis).Resultado: "tudo" isso deu R$6. Já estava sem paciência para ficar comprando coisas que eu não precisava na padaria...passei no débito, contei a história para a caixa que, por sua vez, me disse que tem pessoas que passam 0,49 centavos no cartão. Achei absurdo e sai rindo. Conclusão: Sempre, sempre, mesmo se for para ir até a esquina, sair com cartão E dinheiro.